Já ouvi dizer que o amor é cego e bobo,mas nunca ouvi que ele era masoquista.Ele é?Ou eu estou doente?Porque parte de mim quer estar.
Ás vezes ele vai estar por ai.Em uma calçada qualquer e de repente me vê,nota que um carro esta vindo em alta velocidade e que não vai conseguir frear,que vai acabar em mim.
Ei!Ele grita meu nome.É a ultima coisa que escuto.
Abro os olhos.Um lugar branco.Eu morri?Me perguntaria se estivesse em um filme.
Um hospital.É onde estou.Tem coisas no meu nariz.Estou esquisita.Me sinto esquisita.Parece que estou sendo espremida.
Ele esta lá.No sofá de acompanhante,com os braços flexionados sobre os joelhos.Olhando além da janela.
Quando eu falo "Você?" "Eu" seguido por um silêncio."Com você eu só falo oi.Então oque esta fazendo aqui comigo?" "Você não disse oi" "Oi" "Engraçadinha.É que pode parecer meio estranho,mas eu notei que faltava algo na minha vida,depois que você sofreu o acidente.Sentir que ia te perder,sem nem mesmo te ter,me entristecia" "Também me sinto assim".
Aí nós namoramos,nos casamos com vinte e quatro,temos lua de mel em Paris e todo ano viajamos para algum lugar incrível,onde eu sempre tenho que tomar pílula do dia seguinte,porque não queremos filhos tão cedo.
Só em filme mesmo.
É...acho que o amor é cego,masoquista e,principalmente,bobo.
Esse texto foi escrito por mim,se for usar,dê créditos "Gabriela Norberto".
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